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CAIXA REABRE LINHA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO PRÓ-COTISTA

A Caixa Econômica Federal reabriu a linha de financiamento habitacional pró-cotista, que pode ser acessada por trabalhadores com três anos de vínculo ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e saldo de, pelo menos, 10% do valor do imóvel. De acordo com o banco, serão liberados R$ 2,54 bilhões a juros menores, de 8,65% ao ano. As operações dessa modalidade de crédito haviam sido suspensas temporariamente por terem atingido o limite de R$ 5 bilhões alocados para 2017.

A linha financia a compra de imóveis de até R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal. Nos demais estados, o financiamento é de até R$ 800 mil. Depois do Minha Casa Minha Vida, é o empréstimo mais barato do mercado. A outra opção de crédito é o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com juros de 10,49% ao ano.

 

 

Segundo a Caixa, assim que percebeu que o valor das propostas de financiamento que estavam nas agências superava o aporte liberado para este ano, os recursos que ainda não tinham sido utilizados foram bloqueados para atender quem já havia procurado a instituição. A Caixa informou o problema ao Conselho Curador do FGTS, que gerencia os recursos do fundo. O conselho então decidiu liberar mais dinheiro para evitar transtornos aos trabalhadores.

O banco pretende destinar R$ 84 bilhões em financiamentos imobiliários neste ano. O valor é maior do que o de 2016, quando foram investidos R$ 81,5 bilhões para todas as linhas de crédito.

 

Orçamento comprometido

Para 2017, estava previsto o valor total de R$ 5 bilhões para o pró-cotista. Mas o orçamento do programa foi comprometido em mais de 50%, segundo o governo, indicando que o montante não seria suficiente para atender à demanda até o fim do ano.

A linha de crédito pró-cotista utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para financiar a casa própria e cobra juros mais baixos que os de mercado de trabalhadores que comprovem vínculo com a CLT.

O pró-cotista é dirigido para a compra de imóveis novos ou usados de até R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e R$ 800 mil nos demais estados.

Na semana passada, a Caixa informou ao G1 que ia liberar cerca de R$ 3 bilhões nas próximas semanas para complementar os recursos da linha, que são alimentados pelo saldo depositado nas contas do FGTS dos trabalhadores.

 

 

Saques do FGTS inativo

O banco negou ter suspendido os financiamentos por causa do volume de saques das contas inativas do FGTS. O governo estima que sejam sacados R$ 43 bilhões destas contas até o fim de julho. Até 3 de maio, haviam sido sacados mais de R$ 16 bilhões.

"A liberação das contas inativas foi analisada e estudada pela equipe técnica do governo federal. O saque das contas inativas por parte do trabalhador faz parte do modelo conceitual do FGTS e não fragiliza a capacidade de investimentos, autorizados pelo Conselho Curador do FGTS, nas áreas de Saneamento, Infraestrutura e Habitação", informou no comunicado.

As taxas menores devem-se ao subsídio a trabalhadores que têm recursos no FGTS, fundo alimentado por contribuição patronal equivalente a 8% do salário dos empregados. A rentabilidade anual do FGTS é de 3%, mais a taxa referencial (TR).

Para se enquadrar na modalidade pró-cotista, os interessados devem comprovar, no mínimo 36 meses de trabalho sob o regime do FGTS (não necessariamente seguidos), não podem ter imóvel no município (ou região metropolitana) onde moram ou onde trabalham, nem financiamento no SFH em qualquer parte do país.

 

Recursos

Os financiamentos com recursos do FGTS, que custeiam majoritariamente imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e a linha pró-cotista, superaram o volume do crédito da poupança em 2016, segundo a Abecip. Foi a primeira vez que isso aconteceu em mais de 10 anos. O volume financiado pelo Fundo de Garantia cresceu de R$ 54 bilhões para R$ 64 bilhões no ano passado.

 

Fonte: Correio Braziliense / g1.com